Coluna Opinião de Quinta: Não se pode ter dúvida?

Mais de um ano de relacionamento. Várias voltas e brigas. O casal já viveu (como todos), altos e baixos. “Vamos casar ainda este ano”, disse um deles, com o qual eu conversava dias atrás. “Que legal, hein?”, respondi. Passou um tempo e essa pessoa volta. “Não sei se é isso que eu quero”, sentenciou. “Então – eu disse – pense melhor”. Eis a ótica de hoje. Simbora.

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Dúvidas não são o fim do mundo. Elas começam antes mesmo de nós nascermos, quando os pais vão escolher o nome. Depois vem as cores da roupa, a escola, o penteado, os amiguinhos no início da escola, a escolha da profissão, da faculdade e assim vai, até decidirmos se queremos ser enterrados ou cremados, rs. A dúvida é recorrente. E não há mal algum em senti=la. Ainda mais em um relacionamento. E, no caso do casal do início do post, é fruto de uma cobrança social.

Perceba: ainda na escola perguntam sobre namorados (as). Depois, na adolescência/juventude, quando as pessoas começam a namorar, perguntam quando vem o noivado. Depois o casamento. Depois os filhos. Depois o segundo filho. Mas aí que está: quem disse que não se pode namorar muito tempo? Não se pode ter dúvida? Enquanto há muitos assumindo relacionamentos sérios, casando e “se não der certo, separa”, é bom dar lado às dúvidas.

O problema, ou não, desse casal, é que a dúvida não é normal. Ambos mudaram radicalmente depois do início da relação. E para pior. “Penso – continuei – que um relacionamento deve vir apenas para somar. Se, depois que vocês estão juntos, não se tornaram pessoas melhores. Ou se muda o relacionamento para ser benéfico para ambos, ou terminem”, sentenciei. E, para mim, é bem por aí. Já temos tantos conflitos pessoais, para quê ter alguém para embananar ainda mais tudo? Um relacionamento deve apenas somar. tem conflitos, problemas e afins, mas, se no final, na balança, tudo não for positivo, é repensar sobre a necessidade disso acontecer.

A resposta da pessoa sobre a minha opinião? “Não sei o que dizer”, disse. O que, para mim, já evidencia a nula necessidade disso tudo. Tomara que dê tudo certo. Inclusive para você, se esse for o seu caso. Mas, nesse caso, é bom pensar de forma bem capitalista. É bom pensar no lucro, não desenfreado, mas mínimo.

Beijos

Hugo Junior

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Coluna Opinião de Quinta: É bom estar “preso” à alguém !

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Quem não gosta de amarras? Você não? Te provo que sim. Nada de cadeias, presídios ou cárcere privado, estamos falando na sensação de estar preso e preso a alguém, a uma situação, a um relacionamento. Esse é o tema do Opinião de hoje.

Minha personagem de hoje namora há um bom tempo. Mais de dois anos de relacionamento, já é praticamente um casamento. A felicidade é plena, os dois postam fotos diárias, mensagens românticas nas redes sociais, tudo muito lindo. Um belo dia, os dois terminam, e eis a surpresa: “me sinto presa, não tenho mais tempo para fazer as minhas coisas, não quero mais saber desse relacionamento e de nenhum”, afirma. Que mudança, não?

Daí pra frente, enquanto o rapaz curte aquela bela fossa solitária, ela “passa o rodo”, literalmente. Sai para festas, baladas, happy hours e pinta e borda pela night, quer ter a sensação de “ser livre”. Não são poucas as vezes em que afirma que essa “liberdade não tem preço”. Pois bem, apesar da mudança brusca, tomara que ela esteja feliz e, pelo menos aparentemente, está.

Passa algum tempo e vem outra notícia pra embaralhar a situação, a nossa personagem de hoje começa a namorar. Como assim? Ela não queria a liberdade? Não estava “curtindo a vida adoidada”? Não. Parece primitivo (deve ser mesmo), as pessoas precisam estar “presas” a alguém. De repente, aquela garota se vê sem a segurança de um relacionamento e precisa reagir, para isso, se apoia na sensação de liberdade, ou melhor, na falsa “sensação de liberdade”.

Precisamos de alguém, isso é fato. Estudos, pesquisas, estatísticas e testes cardíacos convergem para a sociabilidade do ser humano, é preciso estar “preso” a alguém, vira e mexe, mesmo os mais bem-resolvidos tem sentem essa necessidade. Essa personagem típica só exemplifica o que somos, queremos parecer livres, legais, bem-resolvidos, mas para isso precisamos que os outros, que a sociedade, que os padrões, nos aceitem, que ironia! rs

E adivinhem? A menina segue firme no namoro e quem sabe num novo casamento. Toda essa situação só serve para reforçar que, apesar de ninguém assumir, é bom estar “preso” a alguém. Se bem, que o mais agradável, é estar ao lado do alguém sem essas amarras, essa dependência, com cumplicidade e de forma agradável, mas se não der mesmo e você for como essa nossa personagem de hoje, não use “cordas” ou “correntes” muito fortes, porque elas podem marcar de forma desagradável.

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Bom final de semana e com verdadeira liberdade para todas.

#AqueleBeijo :*

Hugo Antonelli Junior

Coluna Opinião de Quinta: Por que é tão dificil achar alguém legal?

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Hugo, tá tão difícil achar gente legal – disse ela, uma moça bem resolvida, bonita, livre, pronta para amar – E olha que eu não disse nem bonito e nem interessante, eu disse legal, completou ela antes de soltar uma risada.

A conversa surgiu do nada, no meio de um monte de nadas, de uma longa conversa que começou com “e as novidades?”. Lá veio ela com novidades e com uma mesmice de muitas outras pessoas: achar alguém legal. Por que é tão difícil achar “alguém legal”? Esse é o assunto da coluna de hoje.

Não sei exatamente se as pessoas legais estão em falta ou se nós temos feito delas pessoas chatas. Sabe por quê? Porque não podemos ver alguém legal, uma pessoa diferente, que já colocamos no topo da lista de pretendentes. Gente legal pode ser amigo, colega, irmão ou apenas conhecido. Nem sempre serão parceiros. Mas não, nós fazemos questão de passar o trator por cima de tudo.

Sabe qual é outro problema? Queremos pessoas legais, mas não somos. Exigimos dos outros mudanças, gostos parecidos, sensibilidade, bom-humor, e nós continuamos os mesmos, sem melhoras.

Por outro lado, gente legal está em falta no mercado. É tipo lata de óleo. Mas, ao contrário das latas, não é uma extinção, é possível encontrar e, melhor que isso, é descobrir. Muitas vezes, gente assim está mais perto do que imaginamos.

Quando encontrar alguém assim não “parta para cima”. Esqueça os ideais que só estaremos felizes quando tivermos alguém, isso é balela. Cultive todos os relacionamentos e não, você não precisa de ninguém para ser feliz. Encontre, desencontre e seja uma pessoa legal, o mundo será melhor.

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Tenha um fim de semana bem legal!

#AqueleBeijo

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Pensamento solto do dia: desapegue!

Sempre achei que Domingo e tempo frio combinam com uma coisa: colocar os pensamentos em dia, já que a correria do dia a dia nos impedem, muitas vezes, de pensar na vida. Quando a ideia de criar um blog surgiu, também pensamos em um espaço para compartilhar nossas próprias vidas ou experiências que já tivemos. Acho importante esse contato mais direto com vocês, é um jeito de irmos nos conhecendo melhor!

Portanto hoje, resolvi trazer um tema bastante familiar e que tenho certeza que todas vão conseguir se identificar: o desapego. Todos, em alguma fase da vida precisa aprender a se desapegar de algo, seja uma roupa, sapato, cidade, país ou até mesmo uma pessoa especial (confesso que esse ultimo caso é o mais complicado). Esses dias lendo o blog do Casal Sem Vergonha, encontrei um texto sobre o tema e quero compartilhar aqui alguns trechos.

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“Enquanto o agora for feliz, vale a pena. Mas no momento em que ele deixar de provocar felicidade, precisamos aprender algo que só a experiência nos ensina: deixar ir. Nunca é fácil. Dói. Pode parece bobagem, mas é extremamente difícil nos livrarmos desses pequenos fragmentos do passado que carregam com eles memórias – algumas boas, outras nem tanto, mas todas remetem a uma coisa que deixou de existir e que, portanto, deixou saudades. Mas somente desapegando conseguimos virar a página. Não dá pra levar as pastas e os arquivos do trabalho antigo pra o trabalho novo. Para que coisas novas possam chegar, é preciso deixar ir.  E quando o novo chega, você finalmente entende a importância desse processo. Você percebe que o vazio que pareceu ficar com o desprendimento foi logo ocupado por algo que te trouxe felicidade. De repente as memórias que doíam tanto hoje não doem mais. A ferida fechou e fez surgir uma nova pele. E com ela, promessas de um futuro bom.” (Casal sem vergonha) 

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Por experiência própria digo que desapegar não é tarefa fácil, leva um certo tempo e paciência até das pessoas ao redor (já que elas muitas vezes vão achar que é bobagem), mas é um passo necessário para que coisas melhores possam chegar até nós. Mas, o mais importante de tudo isso é SE PERMITIR, já que não adianta de nada gritar aos vários cantos do mundo que esqueceu e ainda remoer feridas. É a partir deste momento que você percebe que está pronta para um recomeço.

Ps: Como quis ficar “expert” no assunto, quero indicar uma leitura que tem me ajudado bastante: Henry Cloud – Coloque um ponto final (é um livro que não só fala sobre relacionamentos mas também sobre carreira, família).

Um beijo meninas,

Denise Paixão