Opinião de Quinta: Mulher/Homem chiclete !

Alô mulherada antenada, fazendo contato, câmbio !

Estou aqui hoje para falar de algo que é muito parecido com aquelas músicas de axé do carnaval baiano, que você ouve, gruda, não sai mais. Estou falando de gente chiclete. Vamos imaginar: você conhece alguém, se interessa, troca rede sociais, telefones e começa a conhecer a pessoa bem ao estilo: “posso te conhecer melhor”? Beleza. Mas aí que a gente identifica esse tipo de gente chiclete.

Não adianta chorar, você é, foi ou será um dia como esse pessoal grudento. É mensagem. Inbox via Facebook. Ligações. Interrogatórios. Não tem limite. Alguns por cuidado excessivo, medo de perder ou por serem pessoas possessivas. Relacionamento não é fácil por vários fatores e um dos que pesam (a favor ou contra) é que o outro saiba respeitar o seu espaço. Todo mundo precisa disso. O problema é que, na maioria das vezes, a pessoa não se toca e a única solução é: dar uma bela dose de “semancol” direto da veia.

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Como identificar se você é uma pessoa grudenta ou não? Bem, não é das missões mais fáceis, mas nada é impossível. Lembra do equilíbrio? Então, não há problema de você querer saber sobre a vida dele, que ele conte as novidades, com quem esteve, onde e fazendo o que. Isso é cuidado. Tudo que envolve a vida da pessoa que a gente gosta é do nosso interesse. Mas pergunte-se: estou invadindo o espaço? Está sendo excessivo?

Muito disso provém do ciúme também. Não defendo a confiança 100%, mas também desconfiar de todos os passos é um “tiro no pé”. Pense: não é legal viver com uma delegada/investigadora. Equilíbrio, sempre. Pense um pouco à moda antiga, não pode ser tão ruim assim. Naquela época não tinha celular e nada tão instantâneo e os relacionamentos duravam mais, pelo que me parece.

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Aposte no diálogo. Pergunte: está demais? Estou invadindo o seu espaço? Nada melhor que poder falar ao outro sobre os limites. O diálogo é a melhor ferramenta. E saudade. Ah, a saudade. Ela não é tão legal assim, mas às vezes é bom sentir um pouco dela. Não abandone, ignore, não é isso, mas se permita sentir um pouco de saudade, não faz mal algum.

Talvez o pessoal grudento esteja apenas passando por uma fase de insegurança e imaturidade. Que atire a primeira pedra quem nunca (mira na cabeça, tá?). Mas é só uma fase. Tudo passa, até a uva passa, sic. Sejamos menos grudentos e mais solidários. É legal estar junto, mas é legal estar sozinho um pouco também. Afinal, quem não gosta de estar só de vez em quando na verdade, não pode ser considerada uma boa companhia.

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