Opinião de Quinta: Sem tempo para a falta de tempo

Ócio criativo, e daí?

Chegou quinta e cadê o texto do blog? Meu Deus! Que desespero. Às vezes tenho o meu ócio criativo, fazia tempo que não tinha, mas não estou, foi a falta de tempo. E eu deixaria a coluna sem texto? Jamais! Perguntei até para duas pessoas um possível tema e nada. E agora? O que fazer em um dia de ócio criativo? Ou, em um dia sem tempo, em uma semana sem tempo, em uma vida sem tempo de um mundo sem tempo. Vem descobrir comigo, vai…

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Essa semana estreia mais um filme do Tom Cruise, conhecido pelos filmes “Missão Impossível”. A nova história, chamada “No Limite do Amanhã”, fala de um soldado que luta com alienígenas e morre. Só que toda vez que ele perde, ou morre, ele volta para o início do dia e, assim, pode treinar, voltar, se aperfeiçoar, e melhorar, para, quem sabe, um dia, poder vencê-los. Que legal, né?

Com isso, essa semana minha playlist ganhou novas músicas. As novas faixas são do novo CD do Rosa de Saron, “Cartas ao Remetente”. Que delícia ver cada trabalho deles. Cada minuciosidade, em cada detalhe, os cuidados, enfim. O CD, pra variar, está bem legal, mas uma frase da música principal me chamou muito a atenção. “Se Deus te desse só o amanhã pra sentir o que nunca sentiu. Sentiria?”. Nossa cara! Essa coisa de tempo é louca, né?

O Tom Cruise fica preso no tempo e os caras do Rosa perguntando se houvesse apenas mais um dia, se seria suficiente. A arte e a ficção tem esse poder com a gente. Mas, e se hoje, exatamente, no dia em que eu não tenho tempo para escrever no blog, fosse o último dia? E se não houvesse mais chances? E se fosse a última vez que visse a minha família? E se, no meu trabalho, fosse a minha última função? E se o hoje fosse só o amanhã da música?

Eu brinquei na coluna da semana passada que “no final dessa história a gente morre”, em referência àquela frase: “nascemos sem pedir e morremos sem querer. Aproveite o intervalo”. Pois é, minha amiga, não temos tempo nem de não ter tempo, em meio à correria do dia-a-dia, temos que achar tempo pra tudo, até para caso o tempo acabe. O nosso tempo acabe. Está sem tempo? Está em ócio? E daí? Tem coluna toda quinta.

Tem trabalho de segunda a sexta. Tem respostas pra dar todo dia. Tem vida rolando, o tempo está se esgotando. Oxalá fosse como no filme do Tom Cruise. Não é. Então vamos, mais uma vez, mesmo que soe clichê, viver como se não houvesse amanhã? Ou, se houvesse só o amanhã? Não tem essa de falta de tempo não. Te vira. Viva!

Até que rendeu, né? rsrs

Bom final de semana. Reserve um tempo para ter tempo por você!

Hugo Junior

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Opinião de Quinta: Maldito desapego

 

“Vamos às regras classe – diz a professora (sociedade), para fazermos nas provas (vida) – vocês vão ter que ser desapegados de tudo. Nada de demonstrar sentimentos muito claramente, ok?”. Quem disse isso, cara? No post de hoje, nada de desapego em relação à indignação contra essas regras idiotas. Vem comigo…

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Reza a lenda que as pessoas gostam do que não tem. Não deixa de ser verdade. Por isso, alguém, algum dia, por esse ou outros motivos, inventou a idiotice de que temos que ser desapegados. “Não demonstre muito”. “Sem muita melosidade”. “Sem muito grude”. Tudo bem que extremos nunca são legais, mas onde está a “chama da paixão” nessa nossa sociedade fria? Como uma pedra de gelo ‘pegaria fogo’? Se bem, que parecemos bem mais líquidos, na sociedade líquida do Bauman, com relacionamentos líquidos.

Nos tornamos cada dia mais frios, mais calculistas. Vítimas de uma sociedade que só visa o lucro, o lucro, o lucro. Mas pessoas não são números. Não existem fórmulas e, não, não se pode viver no piloto automático. Precisamos de mais do que apenas assinar a lista de presença. E por que não pode demonstrar? Por que? Onde estão as pessoas que mandam uma mensagem de texto? Um texto no whatsapp? Ou até um inbox, uma carta, uma flor, uma música, um abraço, um olho no olho? Nossas relações se tornam mais do que líquidas. Elas se tornam descartáveis. Enlatadas. E, o pior, frias.

Não tem problema nenhum em demonstrarmos quem somos, o que sentimos, é legítimo. É preciso ter cuidado? Sim. Não podemos nos entregar para qualquer um? Não. Mas isso não significa que nos tornaremos robôs! Vá atrás! Demonstre! Onde estão as pessoas que deixam de ser sujeitos ocultos para se tornarem sujeitos com verbos e mais verbos em relação a… (pasmem) própria felicidade. Hey, acorde!

Toma uma posição. Para de ficar de “ah, se não vier, não vou. Se não fizer, não faço”. Faça. Seja a protagonista Arrisque. Viva. Mande mensagens, demonstre, deixe aquele inbox malandro, uma mensagem de texto, abrace forte sem hora pra soltar, não se prenda à essas regras dessa sociedade auto-destrutiva que só acaba com os relacionamentos. Pratique o apego à quem te faz bem!

É hora de acordar rapazeada. O tempo está se esgotando e no final dessa história a gente morre. Então, bora pra luta!

Linda semana :* Hugo Junior

Opinião de Quinta: Desamor

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-Parado aí! Você está preso!

– Mas o que eu fiz, senhor?

– Mãos para cima. Vou te revistar!

– Tá certo, mas veja, não tenho nada a esconder!

– Você está preso!

– O quê? O que eu fiz?

– Vamos, você precisa me acompanhar até a delegacia.

– Mas o que eu fiz?

– Sem choramingar. Venha comigo!

– Mas senhor…

– Venha!

Na delegacia:

– Dr. Delegado, aqui está o meliante que procurávamos!

– Muito bem! Você não tem vergonha?

– Mas o que eu fiz? Eu ainda não entendi o que eu fiz para estar aqui!

– Você cometeu o pior dos crimes! Chamaremos um médico! Você precisa de um tratamento, reclusão. O mundo não pode conviver com pessoas como você!

– Juro que não estou entendendo nada.

– Policial, chame um especialista. É urgente!

Tempo depois.

– Senhor delegado. Como esperávamos a situação é realmente muito grave.

– Não acredito! Finalmente achamos quem precisávamos! Mas é muito triste alguém chegar nessa situação. Obrigado, doutor! Policial, chame o meliante!

– Por favor. Alguém pode me explicar o que está acontecendo. Doutor? Senhor delegado? Policial?

– Bem rapaz, a sua situação é muito crítica! Você ficará aqui até se recuperar, se é que isso pode acontecer!

– Casos assim estão se tornando muito comuns atualmente, jovem. Mas pelo menos te tiramos de circulação!

– Afinal, o que eu tenho?

– É… – o delegado olha para o médico

– Bem… – o médico olha para o delegado

– Quem fala, doutor? Eu ou você?

– Você!

– Bem, vamos lá!

– Chega de me enrolar!

– Você sofre de… DESAMOR!

– Hã?

– Síndrome aguda e irreversível de falta de amor próprio, ao próximo, ao mundo, às situações, e, principalmente no futuro – determina o doutor!

– Como assim?

– Você é um perigo para a sociedade! Um inimigo público da nação!

– Isso não é possível!

– Infelizmente, muitos tem chegado aqui dessa mesma forma, e nós estamos combatendo firmemente todos! O mundo não precisa de pessoas assim. Já estamos em uma situação crítica! Vamos tirar você de circulação!

– Na verdade – sentencia o médico, você estava fora. Porque, quem não ama, simplesmente está privado da verdadeira liberdade. Eu sinto muito!

– Nãããão!

Eles levam o jovem. Logo chega outro. E outro. Vai faltar cadeia!

Linda semana pra vocês

Hugo Junior

Opinião de Quinta: Homens são todos iguais?

Vocês são todos iguais! – sentenciou. Vira e mexe eu ouço a mesma frase de bocas diferentes. Mas porque as mulheres insistem nisso? É claro, os homens, essencialmente, assim como as mulheres, tem as semelhanças, mas isso não significa que, apesar da essência, não possamos ser pessoas melhores, piores ou apenas diferentes. Vem comigo que hoje o trem tá pegando fogo!

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E eis que a janela do inbox sobe no facebook. E a pessoa não é daquelas com quem você conversa rotineiramente, mas sim assuntos pontuais e em momentos pontuais. A situação é que o namorado e ela deram um tempo. Durante esse tempo, ele saiu com outra pessoa. Lá vem ela: “você acha certo? Agora você vai defender o seu amiguinho?”, escreveu, parecendo enfurecida do outro lado da tela. Eu podia embarcar na dela, mas não, não é isso que eu penso. “Errado não está. Se vocês não estão mais juntos, não há problema nenhum de ele sair com outra pessoa”, sentenciei. “Mas é claro, continuei, que, se ele gosta tanto assim de você, não teria outro encontro.” Foi aí que veio a frase do início do post. “Ah, hugo, vocês são todos iguais mesmo, né?”.

Engraçado. Eu sou o amigo. Sou quem aconselha. Sou quem sempre deu a maior força para que ambos fossem felizes, ao contrário de amigos que torceram contra, e fui obrigado a ouvir que sou “igual” a todos os outros. É curioso como as pessoas medem as outras conforme a concordância, né? Enquanto eu estava apoiando eu era o amigo o escudeiro, quando falo minha opinião divergente me torno “igual”. Não seria isso que me tornaria diferente? Sinceramente deu vontade de responder: “se eu sou igual a todos, por que veio me procurar?”. Mas não, o “igual” aqui, continuou sendo diferente, e se propôs a ajudar.

As diferenças e igualdades existem independente de concordância ou de gostarmos das pessoas. Existem amigos com os quais eu discordo em muitas coisas, mas eu os amo. Outros, não tenho nenhuma intimidade, mas concordo. Existem os diferentes. Os iguais. E isso independe da minha concordância com eles. E isso se aplica a outros setores. Uma menina continua sendo linda mesmo que eu não tenha a mínima chance com ela. Um emprego continua sendo muito bom, mesmo que não me contratem. Uma comida continua sendo gostosa, mesmo que o meu atual regime me impeça de comê-la. As nossas atitudes em relação às outras pessoas e situações não mudam o que elas são. Então, na próxima vez que for tachar alguém de “igual a todo mundo”, pense bem nisso e reflita sobre o que é realmente ser igual ou diferente.

Porque, na vida, a gente encontra muita gente ruim, muita gente que machuca, que faz sofrer, que não é amigo, que abandona, que não é “ponta firme”, e esses nós jogamos como se fossem “os iguais”, mas nessa caminhada também encontramos gente boa, gente fina, gente engraçada, gente inteligente, gente como a gente, diferente, igual, que acrescenta, que melhora, que sorri. Vamos melhorar os nossos critérios, ou, pelo menos, deixá-los mais justos. Linda semana pra vocês!

Beijos, Hugo Junior

Opinião de Quinta: Todos estão namorando. E agora?

E de repente, de uma hora para outra, a maioria dos seus amigos estão namorando. Isso mesmo, até aquela sua amiga encalhada achou a ‘tampa da panela’, ou a ‘metade da laranja’. E agora? O que fazer? Vem comigo porque o post de hoje tá trabalhado (Dia do Trabalho, trabalhado, entendeu?), nessa situação.

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Não é difícil se ver nessa situação. Este que vos escreve já passou por isso várias vezes. De uma hora pra outra o cupido parece que quer ‘tirar a barriga da miséria’ e as pessoas que estão a sua volta começam a namorar. Nesse momento se agravam as crises de carência. Principalmente porque os “rolês” (se existirem), estão compostos de casais e os solteiros ficam naquela situação, né?

Esta é a hora mais delicada para o solteiro. Isso porque, os amigos que estão namorando agora querem que todos fiquem em casais, ou seja, rola (ainda mais) aquela pressãozinha para ‘desencalhar’. Nesse momento, muitos se deixam levar e acabam caindo na besteira de se entregar na primeira chance.

Dias atrás conversei com alguém sobre isso. Demoramos tanto tempo para nos livrar de problemas (ou pessoas) no coração e depois que nos livramos delas, não fazemos esforço nenhum para dar um ‘respiro’ pro coração. Dá tanto trabalho ficar com o coração livre e nós às vezes não o preservamos por tempo necessário. Então, tome cuidado nessas horas.

Todos tem processos e, consequentemente, tempos diferentes. Seus amigos podem ter chegado a um patamar da vida em que um namoro se encaixe bem e você não. Talvez também seja sua hora. Cada um tem o seu processo e deve respeitar isso. Não ceda às pressões da família ou de amigos se ainda não estiver pronta!

Um lindo feriado pra todos nós!

Hugo Junior

FECHADO

Coluna Opinião de Quinta: Não se pode ter dúvida?

Mais de um ano de relacionamento. Várias voltas e brigas. O casal já viveu (como todos), altos e baixos. “Vamos casar ainda este ano”, disse um deles, com o qual eu conversava dias atrás. “Que legal, hein?”, respondi. Passou um tempo e essa pessoa volta. “Não sei se é isso que eu quero”, sentenciou. “Então – eu disse – pense melhor”. Eis a ótica de hoje. Simbora.

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Dúvidas não são o fim do mundo. Elas começam antes mesmo de nós nascermos, quando os pais vão escolher o nome. Depois vem as cores da roupa, a escola, o penteado, os amiguinhos no início da escola, a escolha da profissão, da faculdade e assim vai, até decidirmos se queremos ser enterrados ou cremados, rs. A dúvida é recorrente. E não há mal algum em senti=la. Ainda mais em um relacionamento. E, no caso do casal do início do post, é fruto de uma cobrança social.

Perceba: ainda na escola perguntam sobre namorados (as). Depois, na adolescência/juventude, quando as pessoas começam a namorar, perguntam quando vem o noivado. Depois o casamento. Depois os filhos. Depois o segundo filho. Mas aí que está: quem disse que não se pode namorar muito tempo? Não se pode ter dúvida? Enquanto há muitos assumindo relacionamentos sérios, casando e “se não der certo, separa”, é bom dar lado às dúvidas.

O problema, ou não, desse casal, é que a dúvida não é normal. Ambos mudaram radicalmente depois do início da relação. E para pior. “Penso – continuei – que um relacionamento deve vir apenas para somar. Se, depois que vocês estão juntos, não se tornaram pessoas melhores. Ou se muda o relacionamento para ser benéfico para ambos, ou terminem”, sentenciei. E, para mim, é bem por aí. Já temos tantos conflitos pessoais, para quê ter alguém para embananar ainda mais tudo? Um relacionamento deve apenas somar. tem conflitos, problemas e afins, mas, se no final, na balança, tudo não for positivo, é repensar sobre a necessidade disso acontecer.

A resposta da pessoa sobre a minha opinião? “Não sei o que dizer”, disse. O que, para mim, já evidencia a nula necessidade disso tudo. Tomara que dê tudo certo. Inclusive para você, se esse for o seu caso. Mas, nesse caso, é bom pensar de forma bem capitalista. É bom pensar no lucro, não desenfreado, mas mínimo.

Beijos

Hugo Junior

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Coluna Opinião de Quinta: Vida além do Wi-fi

Vira e mexe eu volto a esse tema. Talvez seja o terceiro texto à respeito disso. Mas vamos lá. Mais uma vez, o sol do Renato Russo já nasceu, chegou o segundo sol da Cássia Eller, o Jorge com o Mateus já estão num lugar onde haja sol e o Flausino, do Jotta Quest, está nesse caminho do sol, mas a galera continua mitando nas redes sociais, só que não, né ? O Opinião de hoje é sobre redes sociais (de novo).
vicio-internet

Esses dias vi um desses postar “Credo. Tem gente que fica mendigando likes aqui”, postou. Depois de meia hora, a mesma pessoa postou #partiu #banho. Foi só mais um das quinze postagens que a mesma pessoa postou naquele dia falando que estava bem, mal, incomodada, estressada, enfim. Que coisa, não?

Repito: a rede social pertence ao usuário e o mesmo posta o que quiser, no tempo que achar melhor. Não quero mudar isso. Só que quantidade e qualidade não estão ligadas. Há muitas pessoas muito “legais” na internet, nem parecem aquele ‘bicho do mato’ com o qual trombamos na rua. São lindas, fazem caras e bocas, mas não são capazes de nada na ‘vida real’. São os ‘ativistas de sofá’. Aqueles que barbarizam no “second life’, mas a maior aventura rotineira é tentar matar um pernilongo insistente. Assim não dá, né?

Minha preocupação é com a qualidade de vida das pessoas. Espero que todos se desliguem o máximo que conseguirem dessas redes. Nem todo prato que você come todos precisam ver. Não precisa fazer checkin em todos os locais que for. Muito menos falar com quem está. Não interessa. Ninguém se importa. Sem falar nas “piadas internas”. Que elas fiquem só internamente mesmo porque ninguém suporta os códigos das redes sociais. Ah, sem esquecer os ativistas, que compartilham mil e um textos e imagens com mil e um textos e afirmações clichês sobre milhares de assuntos sem checar a veracidade.

“Ah, já que você critica tanto as redes sociais, então saia delas”, você pode dizer. E eu respondo que não. Não. As pessoas precisam aprender a usar tudo com moderação. Bebem muito. Comem demais. Ultrapassam o limite de velocidade com o carro. E postam tudo no facebook. A internet só veio para agregar. Mas existem os babacas que deixam essa experiência pior do que ela precisaria ser. Compartilhe, curta, comente, se divirta. Mas não há nada melhor do que a experiência pessoal. O riso com os amigos. O olho no olho. Vamos fazer um trato? Para cada postagem, tenha pelo menos dois bons momentos, um com a família e com os amigos. Que tal? Porque chega de compartilhar foto falando que ama a mãe e sequer lavar a louça. Pode ser?

Menos, muito menos de internet pra vocês. Exceto às quintas (eu sei, eu sei, é irônico dar uma ‘bronca’ dessas por aqui), mas aprecie com moderação. 🙂

BeijosHugo Junior

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